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Brasil termina final por equipes na ginástica artística masculina em 6º lugar

Brasil termina final por equipes na ginástica artística masculina em 6º lugar

Atletas ainda podem subir ao pódio na quarta-feira, quando ocorrem as disputas individuais nos aparelhos

Forçando um pouco a barra, eis aí um “quase” que, para a evolução da ginástica artística masculina no país, vale como pódio. O Brasil ficou sem medalha de ouro, prata ou bronze na final por equipes da Olimpíada Rio-2016, mas só o fato de ter alcançado a condição de disputá-las já foi um marco para a seleção brasileira. Portanto, pode-se dizer que foi um honroso sexto lugar.

equipe Brasil

 

O ouro ficou com o Japão, liderado pelo genial Kohei Uchimura, 27 anos, que acerta quase tudo. Uma vitória com sobras: 274.094 pontos. A prata foi para a Rússia (271.453), deixando o bronze no peito dos chineses (271.122).

Para o Brasil, chegar à frente da poderosa Alemanha e da tradicional Ucrânia foi um resultado honroso.A chuva de medalhas na ginástica masculina ainda não terminou. Tem a final por aparelhos, a partir de amanhã (), e o Brasil classificou seis ginastas. Arthur Zanetti tem muita chance na luta pelo bicampeonato olímpico, no dia 15. E Diego Hypolito, no solo, no dia 14 de agosto.
Ginasta

A chuva de medalhas na ginástica masculina ainda não terminou. Tem a final por aparelhos, a partir de amanhã (veja o cronograma completo no fim da reportagem), e o Brasil classificou seis ginastas. Arthur Zanetti tem muita chance na luta pelo bicampeonato olímpico, no dia 15. E Diego Hypolito, no solo, no dia 14 de agosto.

O Brasil não teve quedas na final, como já ocorrera nas classificatórias. A passagem dos cinco atletas brasileiros nos seis aparelhos (paralelas, barra, solo, cavalo com alças, argolas e salto sobre a mesa) foi limpa. Na ginástica, parte-se de uma nota comunicada aos árbitros, e os erros de execução dos exercícios vão descontando pontos até o resultado anunciado no telão. Na final por equipes, cada país designa três ginastas por aparelho. As três notas são computadas para efeito de média geral, sem descartes.

Como o Brasil nem sempre arriscava uma nota de partida alta em cada aparelho, às vezes a torcida não entendia como japoneses e americanos, com erros claros, terminavam com pontuação final maior. Em resumo: quanto mais difícil a série, mais chance de seduzir os árbitros e ganhar nota alta. O Brasil foi conservador neste aspecto, e nem poderia fazer diferente. Bateu no seu teto em termos técnicos.
Japan's Kohei Uchimura competes in the rings event of the men's team final of the Artistic Gymnastics at the Olympic Arena during the Rio 2016 Olympic Games in Rio de Janeiro on August 8, 2016. / AFP PHOTO / Thomas COEX

Foi o que fizeram russos, japoneses e americanos: ousaram. O japonês genial, Kohei Uchimura (foto acima) só tirou notas altas em todos os aparelhos. Voava sempre mais alto, assumindo risco. Nem sempre a maior, mas sempre lá em cima. Ele é o atual campeão olímpico no individual geral, além de ostentar seis títulos mundiais em aparelhos diversos.

A torcida veio abaixo quando Arthur Zanetti arrasou nas argolas, com nota ótima (15,566), a maior dentre os brasileiros em todos os aparelhos. Voltou a sorrir com mais uma bela apresentação, sem falhas, de Diego Hypolito, no solo (15.133). Novamente, ao contrário de Pequim e Londres, ele não caiu. Mas, numa competição por equipes, para brigar por pódio, só duas passagens exemplares é pouco.

Que venham as finais individuais por aparelho.

Quando assistir?

Quarta-feira – Individual geral, Arthur Nory e Sérgio Sasaki
Domingo – Solo, Diego Hypolito e Arthur Nory
Segunda-feira, 15/8 – Argolas, Arthur Zanetti
Terça-feira, 16/8 – Barra Fixa, Francisco Barreto

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